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ATIVIDADE 1- ECS

Page history last edited by Maria de Lourdes Fippian dos Santos 3 years, 8 months ago

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS

FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FACED

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA – PEAD

INTERDISCIPLINA: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE

DATA DA POSTAGEM: 26/08/08

NOME: DELAINE DOS REIS DE OLIVEIRA

 

 

                                                                          ATIVIDADE 1

 

 

          Após realizar as leituras propostas e discutir com colegas sobre as idéias de Paulo Freire,  decidi fazer uma avaliação do meu trabalho docente e, é exatamente sobre esta minha reflexão que vou compor o meu texto. Acredito, que recebendo  comentário dos professores e colegas, apesar da minha quase encerrada carreira como professora(em sala de aula)  será de grande valia para a minha vida, pois como todos sou um ser inacabado.             

         Com professores competentes , fui muito bem preparada para exercer a atividade a que me propunha, ou seja, “educar, ensinar e aprender”, porem de um modo muito tradicional, tudo muito certinho. Desde menina, sempre soube o que queria e, ao ser interrogada quanto a  profissão que seguiria quando jovem, nunca exitei em afirmar que seria professora, profissão na época tão respeitada e valorizada pela sociedade e pelo poder público.Sinto-me realizada na minha profissão, apesar de saber que sou um ser condicionado, sou inacabada e determinada, crítica, responsável e predisposta a mudanças. Estou sempre em busca do novo, do saber, motivo que me levou a ocupar  um lugar na UFRGS. A cada dia que passa, a cada mudança, conscientizo-me de que nada sei e que meus alunos de hoje poderão ser meus mestres amanhã. A cada amanhecer , marco minha presença no mundo, participando,deixando me influenciar por ações e forças sociais, inserindo-me nelas, sendo sujeito da história.Carrego comigo uma vasta bagagem do que herdei da minha família, como costumes, valores, fatos que como profissional fazem com que respeite a curiosidade, timidez, identidade, autonomia e dignidade dos meus alunos, permitindo liberdade de expressão. Na verdade, o que faço é não discriminar , inibir ou ironizar meu aluno usando de arrogância como se fosse  dona do saber.Quando nos propomos a ser professoras, acredito que o primeiro passo a ser dado seria fazer um teste vocacional, pois as condições higiênicas, espaciais, estéticas, do espaço pedagógico e da própria turma  , nem sempre são favoráveis , exigindo sacrifícios, renuncias e bom senso, para que usando de artimanhas as transformemos, afim de não permitir que se tornem afronta para  educandos , educadores e pratica pedagógica.Mesmo vindo de uma educação tradicional, tanto na família como na escola, nunca concordei com esta maneira de ensinar dando ênfase ao castigo, a ironia,o desrespeito a vontade e liberdade do educando. Com as mudanças educacionais, posicionei-me defendendo e seguindo a linha construtivista pois acredito que é participando que se aprende a participar e é errando e tentando novamente que se aprende e que toda atividade realizada com os alunos, por mais simples que seja, antes de ser perda de tempo é crescimento e conhecimento. Como professora, sou incentivadora, gosto de questionar, de liderar, tenho autoridade diante de meus alunos porem não sou autoritária. Conduzo a turma ao conhecimento, sou amiga e mestra, reparto com os alunos erros e acertos, responsabilidades, derrotas e vitórias, instigo-os a fazer  a “leitura do mundo”. Procuro conduzir meus alunos de maneira que se tornem cidadão críticos, curiosos, participativos e responsáveis.Como dizia  Paulo Freire em sua obra Pedagogia da Autonomia , página 52:”...que as coisas podem até piorar, mas sei que é possível intervir para melhorá-las”. Uma das atividades que costumo realizar a cada final de aula é a ficha diária do aluno, onde cada um deixa registrado algo marcante  vivenciado durante a aula, trabalho diariamente a linguagem oral e escrita pois é essencial que o aluno saiba se comunicar com clareza. Instigo a curiosidade, que é sanada através de pesquisa, debate, entrevistas, diálogo  e visitas. Sei ser democrática , porem exigente diante de fatos que precisam, devem  e podem ser modificados . Procuro antes de assumir uma turma, conhecer a realidade de cada aluno, a família, situação social e econômica, conhecimentos e experiências que trazem em sua bagagem, para assim poder desenvolver uma proposta de trabalho dinâmica e prazerosa,chegando a uma avaliação justa . Com minha maneira de ser e  agir, conquisto a confiança das crianças, a aprendizagem é facilitada, a auto estima fica em alta , há liberdade de expressão, questiono e permito ser questionada, sem jamais faltar com a verdade ou continuamente afirmar que nada sei a respeito do tema em questão. É neste sentido que jamais abandonarei minha preocupação primeira que é a natureza humana  e, continuarei lutando por uma sociedade mais justa e mais  fraterna, onde o pequeno tenha vez e voz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comments (1)

Anonymous said

at 4:36 pm on Aug 28, 2008

Olá Delaine, você traz uma interessante reflexão sobre sua formação profissional e pessoal , relatando os moldes tradicionais que estava inserida.Podemos pensar no contexto históricos que conduziam a educação naquele momento. Sobre seu saber e fazer docente,nos apresenta uma valiosa reflexão sobre sua prática relacionando com o pensar de Paulo Freire.//
O obra de Paulo Freire esta inserida no período que parecia promissor, no inicio dos anos sessenta no Brasil e na América Latina ( é interessante pesquisar este período). por exemplo pedagogia do oprimido nasceu por volta de 1967, no exílio no Chile. //A atualidade de seu pensar , é muito discutida, o ousar em descortinar uma nova maneira de ensinar, está tão presente em nossa cotidianidade docente .
Bjos,
Zezé

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